A tal da Graça..

     Quando falamos em Graça hoje em dia somos constantemente mal interpretados, tem sido uma palavra tão usada e tantas vezes usada em contextos tão diferentes do que a bíblia a descreve.
     Resumidamente Graça pode ser entendida como "favor imerecido", desde o antigo testamento, mesmo alguns dizendo que Deus não concedia graças naquele tempo, ela se revela em diversos relatos que afirmam que alguém "achou graça" (Gn 6:8) perante Deus. No novo testamento a Graça vai muito além disso, ela não é só um meio de não ter a ira de Deus sobre nós como muitos usam-a, mas ela é a ferramenta que Deus nos concede para sermos justificados e habilitados para alcançar a coroa incorruptível. (Gl 1:15; Ef 2:8; Rm 3;24; 1Co 15:10; 2Co 12:9).
     O nosso maior erro hoje em dia é usar a "Graça" como desculpa para fazermos coisas erradas, frequentemente costumamos ouvir: "Deus é gracioso pois está facilitando algumas coisas pra mim.." "A Graça de Deus está me fazendo escapar de algumas coisas", isso está bem distante da Graça de Deus. Observe essa afirmação de Paulo:

"Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo."
1Co 15:10


   Paulo contrasta com todos nós quando diz que a Graça o tornou alguém melhor. Sim, ele sabia que somente por ela ele era salvo e somente Ele eliminava a ira da Deus sobre isso, mas ele não se conformou com isso, ele usou a Graça de Deus para ir mais longe, pois também tinha conhecimento que sem ela nunca alcançaria o propósito de vida Santa que o Senhor tinha pra ele. Paulo atribui toda a sua consistência a fidelidade e a graça de Deus. 
    A Graça vem pela santidade e pureza de Cristo. A Graça é muito mais do que bondade e pureza para conosco, ela é dinâmica, é Deus agindo para o nosso bem. Paulo sabia que somente através dele poderia cumprir as responsabilidades de ser um homem de Deus, era ela ativa na sua vida.
     Assim como Paulo devemos entender que sem essa Graça não podemos ser cristãos. Sim, ela retira de nós a condenação da culpa, mas além disso ela nos capacita a caminhar, a fazer o que devemos fazer, ela é crédito, é favor, é ação e deve gerar frutos para a eternidade.


Jaqueline Graziela
(baseado no livro de John Piper e Justin Taylor- FIRMES)

Precisamos do Conhecimento de Deus

"Se há uma coisa que a pregação evangélica tem feito, é diminuído a visão de Deus, e aumentado a visão do homem de si mesmo. Você não vai transformar o Brasil, ou a igreja no Brasil se você ensinar princípios pequenos de ministérios. AS PESSOAS PRECISAM SABER QUEM DEUS É!" 

     Essa semana Tenho meditado muito sobre o conhecimento de Deus e da diferença de vivermos olhando para Ele ou para nós mesmos, duas palavras de Paul Washer da ultima Conferência Fiel corroboraram totalmente para a construção dessa verdade: PRECISAMOS DO CONHECIMENTO DE DEUS!

     E eu não estou falando só sobre Teologia. Estou falando dos atributos de Deus revelado na Sua palavra. Tanto nós como filhos como a igreja como Noiva precisa Conhecê-LO. O problema é que nosso evangelicalismo tem focado só em nós mesmos. Quantas vezes no ano de 2012 você ouviu alguma pregação sobre Os Atributos de Deus?? Se é que você alguma vez já ouviu porque em um culto normal acredito que nunca ouvi. Temos falado sobre NOSSOS pecados, NOSSOS problemas, NOSSAS dificuldades, quanto Ele NOS ama, quanto NÓS precismos melhorar e etc.. mas temos falado pouco ou nada DELE!
     O que ELE ama, o que ELE odeia, como ELE se comporta!!
     Talvez esteja aí a raiz da nossa perdição. Não vivemos o propósito de Deus pra nós porque não o conhecemos, estamos muito mais preocupados em explicá-Lo qual os nossos propósitos para nós mesmo afim de convencê-Lo a realizá-los. Parece que única parte dos nossos cultos que não são convertidas é o próprio Deus, então passamos todo o culto tentando convencê-lo do nosso "plano perfeito". 
     
     Não conhecer a Deus distorce nosso entendimento de:

- Pecado: não é uma coisa feia que nos deixa mais sujos, é uma afronta a Santidade Dele, porém só entenderemos isso quando entendermos quão Santo ELE É!
- Salvação: Não é algo que eu procuro para ter uma vida melhor aqui na terra, foi algo que ELE fez pela infinita graça para nos livrarmos da condenação eterna.
- Graça; Não merecemos nem no começo, nem no meio nem no fim da salvação, remete somente à Sua Misericórdia e Amor.
- Santidade: Não é um termo de barganha para termos mais Dele, é a retribuição de alguém que não teve peado mas se fez pecado por nós, para que pudéssemos viver na Santidade Dele.
- Justificação: Nunca seremos por nós mesmos, mas tivemos o direito de sermos o justificados através da vida Santa de Cristo.
- Frutos: Não é algo que teremos quando nos esforçarmos, mas é algo que daremos naturalmente quando estivermos Nele. (Jo 15:4)

     Mas eu não quero colocar culpa só nas pregações e nos pastores. Quantos de nós mesmos temos investido tempo nisso? Até mesmo quando se conversa sobre Deus é sempre citando o que Ele me deu de bom ou que Ele permitiu de ruim que acontecesse, gastamos grande parte do nosso tempo tentando explicá-Lo através da nossa lente limitada ao invés de nos preocuparmos em conhecer quem ELE REALMENTE É!
    Minha oração nesta tarde é que eu possa deixar de olhar para mim mesmo e para um Deus pregado por tantos que me trouxe a terra para me satisfazer, mas que eu comece a olhar para um Deus muito maior e Eterno que criou a mim e toda a criação para GLORIFICÁ-LO!!
QUE VOCÊ TAMBÉM PENSE SOBRE ISSO.

"O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.

Oséias 4:6
"Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus."
Hebreus 12:1-2

Jaqueline Graziela

Princípios para o Crescimento Espiritual

Voltando a escrever um pouco sobre bons livros que tenho lido.
Tenho estado em dívida com esse espaço diante de tanta coisa boa que tenho lido nesse período. Mas aos poucos vou tentando escrever algumas coisas aqui que tem me marcado nos ultimos meses.

O livro da vez é Princípios para O Crescimento Espiritual, do Autor Miles Stanford da Editora Verdade Bíblica. É um livro simples, de capítulos curtos mas que vai devendando os confrontos e dificuldades que temos durante a nossa caminhada Cristã e que muitas vezes pausam o nosso crescimento.

"Leva tempo para conhecer-se a si mesmo. Leva tempo e a eternidade para se conhecer a Cristo."

Muitas coisas me marcaram na leitura deste livro, mas resolvi postar aqui uma parte dos capítulos que li quando mais estava precisando entender as verdades contidas nele. O Capítulo fala da nossa constante guerra contra o nosso "eu", e de quanto muitas vezes nos sentimos vencidos por ele. Eis que eu tenho boas novas para você:

"Começam (os cristãos) a conhecer algo da experiência que Paulo descreve graficamente: 'pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.' (Rm 7:15), e em consequência sentem que o alicerce de sua vida espiritual ruiu; e talvez então o Diabo lhes sussurre que de nada adianta seguir em frente, porque jamais poderão alcançar o objetivo que têm proposto. Nem se dão conta de quão saudável é essa condição, e que essa descoberta pertubadora não é senão o prelúdio de uma magnífica série de outras descobertas de coisas que Deus há designado especialmente para o seu enriquecimento eterno. Por toda a vida Deus tem nos mostrado nossa absoluta pecaminosidade e necessidade, antes que Ele possa guiar-nos ao reino da graça, no qual veremos a sua glória.
A revelação do 'eu' precede a revelação divina - esse é um princípio tanto para o novo nascimento como para o crescimento espiritual. O crente que atravessa o conflito e fracasso é o cristão que está sendo cuidadosa e amorosamente controlado pelo Senhor de uma maneira muito pessoal. Ele está sendo levado através da experiência (que dura anos) da revelação do 'eu' e da morte, à única base sobre a qual podemos 'conhecer o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte.' (Fp 3:10)
Deus trabalha de forma paradoxa. O sucesso vem através do fracasso; a vida brota da morte e assim por diante. O único elemento da vida do crente que se desmorona é aquele que de todas as maneiras tem que desaparecer - a nova vida nunca pode ser prejudicada ou afetada. Essa desintegração é algo que o crente não pode começar e elaborar por si mesmo - o 'eu' nunca deixará a si mesmo. Ele tem que ser conduzido a isso pela misericórdia do Espírito Santo - ao fracasso, despresível e total."
Miles Stanford
Livro: Princípios para o Crescimento Espiritual (pág 72,73)


Hahh tenho classificados minhas leituras também na rede social Skoob, é uma ótima rede para os que gostam de trocar informações literárias. Aos que vivem me pedindo dicas de livro lá tem os meus favoritos e todos os que eu li classificados por estrela, quem quiser pode me adicionar para trocarmos "figurinha"!

Deus abençoe,
Jaqueline Graziela

Poema Voltemos ao Evangelho

Eu tenho palavras para vocês. Existem palavras que são doces como o mel, mas melhor são as palavras duras e verdadeiras do que as adulações mentirosas. Ouçam-me, pois tenho palavras para vocês.
Ouçam-me como um jovem que, assim como vocês, possui o sopro de Deus, assim como Jó ouviu a Eliú. Ouçam-me como um apaixonado pelo Evangelho, como Estevão que se levantou para defender a verdade. E, ouçam-me como um jumento que não fala palavras de si próprio, assim como Balaão ouviu a uma mula. Porque no que posso eu gloriar-me, se o homem só pode receber algo bom se dos céus lhe for dado?
Ouçam-me não crendo que pretendo rebelar-me, gloriar-me, exaltar-me. Ouçam-me como quem fala desesperado, como quem fala apaixonado, como quem fala deslumbrado. Não achem em minhas palavras rancor ou ira, rebelião ou rebeldia, contenda ou disputa. Encontrem amor e comunhão, encorajamento e exortação, vida e afeição.
Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.
Do que vale ganharmos o mundo inteiro e perdemos nossa alma? Ou ganharmos toda cidade se os de dentro não sabem se de fato salvos são? Queremos conquistar as nações, mas para quem está dentro não temos pão. Como diante de tudo o que hoje acontece poderia eu ter calma?
Os fariseus iam além mar para ganhar um discípulo e o tornar tão vil quanto eles. Será que temos buscado o perdido para perdê-lo ou enganá-lo ou temos mostrado o caminho estreito e apertado?
Pregamos sobre tantos assuntos, mas desconhecemos a essência? Do que vale viver este evangelho moderno feito de aparência? Um evangelho vazio, água com açúcar que tem em mente promover o bem estar do homem do que a glória do Deus que precede toda existência.
Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.
Nossos filhinhos não sabem que seus pecados foram perdoados. Nossos pais não conhecem aquele que é desde a eternidade. Nossos jovens não vencem o maligno, pois não foram transformados. E nossas ovelhas desgarradas andam pelo caminho da vaidade.
Não sabemos compartilhar a razão de nossa esperança, pois tudo o que temos ouvido é a lei e nela não deveria repousar nossa confiança. Mas deveríamos falar sobre a bem-aventurança daquele que foi achado em Cristo e daquele que nele pôs toda segurança.
Não precisamos de mais dez passos para alcançar a felicidade. Será que ninguém percebeu que isso até agora para ninguém se tornou realidade? Que nossa paz não se inclina sobre a nossa capacidade, mas sobre aquele que no madeiro tomou nossa maldade.
Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.
Reduzimos o Evangelho a simples leis e dele tiramos toda beleza, como se pudesse partir para coisas de maiores realezas. Mas assim não seja! Pois o evangelho que temos pregado hoje em dia só tem trazido incertezas e o Evangelho de Cristo é e sempre será a nossa fortaleza.
Tudo o que tenho ouvido é como viver uma vida de vitória. Nosso evangelho centrado no homem esqueceu-se de doutrinas tanto pregadas pela história. Não pregamos mais a Trindade, a Justificação pela fé, a Salvação pela graça, a Regeneração pelo Espírito e que a Deus pertence toda a glória.
Por isso eu não só peço, mas suplico que voltemos à simplicidade da cruz. Que preguemos o Verbo Encarnado, rejeitado pelas trevas por ser a Luz. Jamais devemos esquecer que o caminho, a verdade e a vida é Cristo Jesus. E foi por este motivo que este texto eu compus.
Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.

Faços desse poema as minhas palavras, palavras simples mas desesperada de alguém que deseja o simples mas verdadeiro evangelho sendo o centro da atenção entre os "evangélicos". Chega de palco, olhemos para o calvário, chega de brilho, olhemos para o sangue, chega de decretar, é hora de viver.
Jaqueline Graziela

Eu não sou cristão, mas vou a sua igreja esse domingo.

"OK, eu não sou cristão, mas eu finalmente tomei a decisão de vir à sua igreja este domingo. Embora não espere muito de mim. Se algum programa aparecer talvez eu não vá, mas agora eu estou planejando isso.Eu sinto que tenho que ir, mas não sei o porquê. Eu quero te dizer algumas coisas sobre mim antes de você me conhecer.

1. Eu não estou indo para entender frases ou linguagem religiosa então tenha consciência disso quando nos falarmos. Eu não entendo frases como “morto no espírito”, “Deus está movendo em mim”, “coberto pelo sangue”, “eu preciso morrer para mim mesmo”, “você deve estar de acordo com a Palavra”, “o que você precisa é uma nova vida”, etc. Se nós tivermos uma conversa cheia de discurso religioso, eu provavelmente não entenderei metade das palavras… e talvez acharei você um pouco louco.

2. Quando você me perguntar como estou, saiba que eu não confio em você. Eu provavelmente mentirei e direi que estou bem. Não é que não quero te contar; é só que eu senti muita dor e não estou seguro se já confio em você. Que tal você contar a sua história primeiro? Se eu gostar de você e sentir que não está tentando capturar a minha alma ou algo assim, eu te conto a minha história.
3.Eu tenho uma linguagem muito grosseira e eu posso me tornar amargo e irritado com algumas coisas. Se eu sentir em você uma mentalidade de superioridade, eu estou fora. Se você só estiver esperando a sua vez para falar ao invés de me ouvir verdadeiramente, eu não vou me interessar. Não espere que eu seja como você.
4.Não comece a me apresentar para todos que você conheça. Eu entendo algumas pessoas, mas por favor; não crie uma linha de boas-vindas. Eu já estou lá para conferir; Eu preciso de um pouco de espaço.
5. Eu estarei procurando por interesses genuínos em mim. Eu não quero me sentir como o seu projeto de salvação pessoal ou ser uma marca “eu salvei alguém” em seu cinto. Se este Jesus é quem você fala que é, então estou procurando vê-lo em você. É assim que funciona, certo?
6.Eu vou ter dúvidas. Eu preciso da verdade, não das suas preferência ou da sua religião, portanto você pode me contar somente o que Bíblia diz?
7.Eu preciso me sentir bem-vindo. Há um tempo limite ou algo na minha visita antes que que eu me sinta indesejável?) Quer dizer, eu fui a outras igrejas e nelas parecia que havia uma pressão em mim para que eu fizesse a minha cabeça ou algo assim. O quanto vai demorar até que eu não me sinta mais bem vindo?

Obrigado por me ouvir. Eu tenho quase certeza que vou neste domingo. Mas talvez eu não vá."




Extraído do site iprodigo

Autor:Thomas Weaver

Proibida a Entrada de Pessoas Perfeitas

Voltando aos comentários de livros. Para não ficar muito tempo sem atualizar e como não tenho tido muito tempo de criar textos novos, mas ao contrário tenho lido muita coisa boa e vou seguindo com um espaço de indicação do que tenho lido de bom.

Como já tinha dito antes só vem pra cá os "acima da média", e esse não foi diferente, pelo contrário, ele ficou bem acima da média e acima dos melhores.


PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PERFEITAS

Um chamado para a tolerância na igreja



Escrito para pastores, líderes e todos os interessados em ampliar o impacto exercido pela Igreja, Proibida a entrada de pessoas perfeitas mostra como criar a cultura do tipo "venha como você está", auxiliando na difícil tarefa de construir uma ponte sobre o abismo existente entre a igreja e o mundo pós-moderno.

O livro é totalmente Completo, começa abordando como se conportava a igreja de Corinto para fazer um paralelo com a realidade de uma américa pós-moderna. O Escritor preenche todo o livro com histórias reais da sua igreja a Gateway em Austin, essas histórias dão uma base totalmente real para nos aproximarmos cada vez mais das necessidades dos não cristãos e para entendermos os desafios de contruir uma fé solida nos dias de hoje.

O livro é dividido também por culturas a serem conquistadas por um líder para que o perdido se sinta aceito e livre pra entender quem é Cristo, ele nos confronta a criar cultura contra o medo, a hipocrisia, o legalismo, o homossexualismo, o liberalismo dentre outros... No final de cada capítulo existe perguntas para refletirmos sobre esses assuntos e perguntas para debate e confrontação em pequenos grupos.

Realmente é um livro de Confrontação, não adianta somente ler e entender como temos sido indiferentes a realidade e a necessidade da sociedade e escolhermos ficar do mesmo jeito. Posso dizer que tirei muitas lições e que estou tentando por em prática.


Tente você também!!




Boa Leitura

O Jesus que eu conheci..



Essa é um pouco da minha história..Estranho escrever tanto o que eu penso sem nunca ter escrito o que realmente vivo, e como me relaciono com esse Deus que eu tanto falo...


Li uns textos muito lindos sobre "Jesus e EU.." numa sério do blog do Maicon Custódio e me inspirei muito a escrever a minha história (baseado no texto "Jesus e Eu... por toda a vida")


Cresci num lar cristão, meus avós paternos são católicos e minha avó materna evangélica, essa sempre teve uma inflência maior sobre a minha vida, consequencia do tempo que ficava na casa dela enquanto meus pais trabalhavam. Ela me apresentou o primeiro Jesus, o filho de Deus que é um homem bom, que está na igreja e que devemos fazer as coisas certas pois ele iria ficar muito "contente".

Na minha adolescância conheci o Jesus que estava me vijiando, que estava sempre de olho nas minhas conversas e diversões com os amigos, e que sempre me apontava o dedo quando eu não me comportava como o pessoal da igreja deveria se comportar. Sempre ouvia Ele dizer: “não pode”.“Não faça isso.” “Não pense nisso.”“Você vai pro inferno.”
Quando minha mãe se converteu eu conheci um Jesus que transforma, que faz as pessoas escolherem fazer as coisas certas mesmo sem ser obrigadas a isso, tornando isso uma coisa boa. Mas eu ainda não tinha vontade de fazer essas coisas, Aquele Jesus era cheio de regras e eu não queria alguém que me controlasse, nem ainda sentia liberdade pra seguí-lo. Eu sempre era sincera com Ele, me entregaria um dia se Ele quisesse, mas Ele teria que fazer com que isso fosse voluntário e não um sentimento de prisão, só tinha medo de uma coisa: A volta de Jesus que me falavam, algo me dizia que realmente eu não iria...

Realmente Aquele Jesus me conhecia (ainda que eu não O conhecesse), e por volta dos 18 anos Ele resolveu mexer com minha vida de uma forma que eu visse que precisava Dele. Não foi o melhor momento da minha vida (pelo contrário, foi um dos piores) mas eu sabia que algo me levava a Ele. Fui a uma igreja que me apresentou outro Jesus, um Jesus que se preocupava comigo, um Jesus que realmente queria colocar ordens na minha vida, bastava somente eu entregá-la nas suas mãos e foi a melhor decisão que eu tomei.

Desde então a minha vida é Dele, sei que Ele me conhece por inteiro, mas nem todo mundo conhecia como Ele se relaciona, e algumas características que me apresentaram foram bastantes distorcidas do que Ele realmente pretendia comigo. Desde o início dessa entrega eu tentei seguir o padrão das outras pessoas que o seguiam, mas parece que não funcionava. Quanto mais Ele fazia por mim, mas eu achava que precisava recompesá-lo ou fazer alguma coisa para merecer aquele cuidado.. com um tempo isso se tornou um peso, ser igual a Jesus era uma cobrança muito grande para mim, se é que alguém conseguia, eu não...
Qual não foi minha surpresa ao me deparar com um novo Jesus. Esse sim tem me supreendido. As pessoas que tentaram me explicar até que deram muito das suas características, mas não se conhece alguém ouvindo sobre, mas sim convivendo..

" E é difícil falar dele. Parece que faltam palavras que O definam. Ele é inflexível nas suas leis, como o Jesus da minha adolescência, mas não é agressivo. Tem uma autoridade diferente no olhar, que ao mesmo tempo intimida e consola. Não me dá medo, mas segurança.
Ele entende o que sinto. Perdoa quando faço “coisas feias”. Isso me comove e muitas vezes, como agora, me faz chorar. Nunca sei se é de tristeza ou de alegria, sei apenas que, quando o choro acaba, a dor passou e já me sinto melhor. Sei que com ele está tudo bem.
Ele não fala comigo todos os dias, mesmo assim não consigo esquecê-lo momento algum. Parece que agora tudo em mim aponta pra ele. Se eu tivesse um pouco do talento literário de C. S. Lewis, esse texto teria ficado bem melhor. Meu Jesus é tão parecido com o Aslam de Lewis..."

Ele não me cobra a fazer a coisa certa, mas eu entendo que elas sempre são melhores pra mim, Ele não briga comigo quando não "converso" muito tempo com Ele, mas Ele anseia muito por esse momento pois sabe que assim crescerei e conhecerei os melhores sonhos que Ele tem pra mim. Quando eu caio, Ele não aponta me condenando, mas Ele me estende a mão me mostrando onde eu escorreguei. Ele não me coloca um peso nas costas, Ele já levou todos sobre a Dele...

Ele não me cobra para que eu fale sempre Dele, mas como não falar de alguém que é o sentido da sua vida??

Que todos vocês possam conhecer esse último Jesus, bem diferente de tudo que a religião apresenta, mas que é mais Real que qualquer amigo.

Dedo em riste

"Sexo verbal, não faz meu estilo

Palavras são erros,e os erros são seus...

Não quero lembrar, que eu erro também.


Um dia pretendo tentar descobrir,

Porque é mais forte, quem sabe mentir...

Não quero lembrar, Que eu minto também..."

Renato Russo



Ok! Não costumo colocar músicas seculares no blog, mas tenho refletido muito sobre algumas. Tenho refletido em uma sociedade que classificado tudo, generalizando e jugando de acordo com os seus padrões mais adequados.

Partindo das músicas: Se é "gospel" pode (idenpendente se o que ela fala seja verdade bíblica ou heresia) e se é secular não pode (ainda que fale de verdades de uma sociedade ou de pensamentos altamente cristãos).

Essa letra contexta exatamente isso, o quanto é fácil apontar os erros dos outros para esquecermos dos nossos próprios erros. A hipocrisia sempre e ao mesmo tempo nunca esteve tão criticada, mas ao mesmo tempo tão vivida. John Burke usa uma frase que exemplifica muito isso.

"Muitos ainda precisam entender que todo mundo é hipócrita até certo ponto. A única questão é se percebemos e somos honestos quanto a isso."


Os não Cristãos criticam os cristãos por serem religiosos, por pregarem amor e não viver. Os Cristãos criticam os incrédulos por não terem um Deus e não viverem uma vida baseada na santidade. Os evangélicos criticam os católicos, por serem adoradores de imagens e dogmáticos. Os católicos criticam os evangélicos, por serem fanáticos e só pensarem em dinheiro. Por sua vez, os evangélicos tradicionais criticam os pentecostais por serem emocionais e por não praticarem a ordem no culto. Já os pentecostais criticam os tradicionais por serem racionais demais não darem espaço ao Espírito Santo. Os das igrejas com doutrinas rígidas criticam a igreja chamada emergente por não fazerem diferença no mundo e por adotarem práticas e vestimentas malíguínas que "não convém" a um crente. Já os das igrejas emergentes criticam aos de doutrinas mais rígidas, condenando-os por não contextualizarem o evangelho e por não fazer o papel de Cristo em andar com pecadores e amá-los.

Nas igrejas os grupinhos também fazem suas concepções. Os que tem uma vida constante de leitura e consagração criticam os que não têm por serem relaxados e carnais. Os que são menos disciplinados na busca cristã criticam o outro grupo por quererem ser "santos demais" e não aproveitar a vida. Os que buscam os frutos do Espírito não dão muita importância aos dons e criticam os que dão demasiada importância a eles. Já os que buscam os dons esquecem completamente que a árvore se conhece pelo fruto, e menosprezam os que fazem deles algo tão importante. Os que têm uma situação social mais elevada criticam os que não tem por usarem roupas fora da moda e sem ser de marcas e por só quererem frequentar locais de má qualidade. Os que nãõ podem bancar a vida social como a dos outros criticam estes de serem elitistas e de selecionarem suas amizades de acordo com classe social...

Bem e por aí vaí.. ainda poderia falar de homens X mulheres, namoros X corte, Jovens X Pais, Adoração X Pagode e etc, etc, etc. O que temos vivido mesmo é uma sequencia de divisões acompanhada de julgamentos. Quando paro pra abservar vejo que cada um desses argumentos tem a sua causa de verdade, cada lado erra sim em algum ponto de vista, mas isso não leva a crer que eu não erro em outro.

Minha intenção hoje não é defender o que está errado, mas fazer nós olharmos pra nós mesmos e vermos que nenhum de nós é completamente certo, por isso devemos olhar para o nosso próprio umbigo antes de usarmos nossas palavras somente para criticar.

Devemos entender que só houve um Perfeito, só Ele poderia realmente nos apontar sem nenhuma mancha que o acusasse, mas ainda assim Ele não fez.

E o maior exemplo de todos ainda nos deixou um recado:

"Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.

Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. E dizia-lhes uma parábola: Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.

E por que atentas tu no argueiro que está no olho de teu irmão, e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o argueiro que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão."

Lc 6: 36-42

Creça, reconheça e se cale antes de ser o dono da verdade.
Jaqueline Graziela

Números ou nomes?


Você já se pegou sorrindo, chorando ou sentindo muita saudade de pessoas e momentos que viveu?
Tenho refletido um pouco sobre isso, sobre coisas que ficam guardadas na memória, sobre momentos que nos marcam e sobre atitudes que nos fazem deixar marcas nos outros.
Durante um período de reflexão, tenho pensado cada vez mais o quanto a qualidade é inversamente proporcional a quantidade desses momentos. Sim, pois quando passamos pela vida com o simples objetivo de querer mais (me refiro a mais diversão, mais relacionamentos, mais amigos, mais empregos, mais gratificações e mais coisas em que os “hóspedes” dessa vida nos dizem ser essencial para “aproveitá-la”) mais acabamos passando por elas sem dar o nosso melhor, sem ter o melhor delas e sem receber o melhor do outro, pelo simples fato de estar mais preocupados com a próxima conquista.
Nesse tempo me peguei pensando em pessoas que deixaram marcas na minha vida, (e dedico esse post a elas, sem citar nomes para não esquecer nenhum, mas a maioria sabem quem são) pessoas que fizeram talvez coisas simples como tantas outras, mas a diferença não está no que elas fizeram, mas como elas fizeram, investindo e dando o melhor de si em cada situação, esse algo ficou marcado em mim. Me peguei pensando que o que deixa marcas em nós não é o que elas fazem, ou o que nós fazemos, mas o quanto nos damos e o quanto trazemos desses momentos.

Na verdade não são quantas festas você foi que vai marcar, e sim a festa que foi diferente de todas as outras.
Não são quantos trabalhos você fez, mas aquele em que você perdeu dias e noites se dedicando.
Não é quanto você gastou na vida, mas o que você adquiriu com esse dinheiro.
Não são quantos beijos você deu, mas aquele que você realmente sabia que estava sendo Especial, pois era valorizado por quem estava recebendo.
Não são quantos finais de semana que você curtiu com a galera, mas aquele em que você olhou para seus companheiros e viu que não era o local, mas a companhia deles que fazia diferença.
Não são quantas experiências novas você curtiu, mas quais delas fizeram de você alguém novo.
Não são quantos abraços você deu, mas aquele que você recebeu que lhe acalmou a alma, ou que deu em alguém que só tinha ele como o porto seguro.
Não são quantos amigos você teve, mas são aqueles que estiveram do seu lado quando parecia que você não tinha mais nenhum.
Não são quantos conselhos você deu ou recebeu, mas o que eles produziram nas pessoas e em você.
Não são quantas lágrimas você derramou, mas o que elas trouxeram de aprendizado.
Não é quanto tempo da sua vida você sorriu, mas é aquele momento em que você não tinha nenhum motivo mas você entendeu que Deus piscou o olho pra você, e disse que tudo iria dar certo.Esse post não foi feito para ter um fim aqui, pois não são a quantidade de reflexões que você leu, mas quais delas lhe fizeram realmente refletir.
Essa é minha intenção, que nesse mundo de quantidades você comece a prestar a atenção na qualidade, que se lembre das marcas que possui e que pense em quais marcas tem deixado nos outros, ou até mesmo se tem deixado alguma.
Sua vida é um livro em branco, e aí, Vai escrevê-lo com nomes ou com números?
Jaqueline Graziela

Fora da Caixinha



Eu quero amar a Deus fora da caixinha.
Fora da caixinha instituição. Fora da caixinha teórica. Fora da caixinha de achismos, quilômetros fora da caixinha legalista.


Se as pessoas o fazem no domingo eu quero começar a me arrepender na sexta e na segunda conseguir tirar meu extrato do banco e agradecer, sincera, por não ser escrava do dinheiro. Ainda na quarta-feira vou acordar com o frescor da misericórdia pulsando no céu da boca. E no sábado, na esquina da frustração, vou dar meia volta, pular o meio fio e cair de joelhos na frente de um trono onde eu encontro curativo, abraço, e graça, em tempo oportuno… seja esse tempo outono, verão, segunda ou sábado.

Se todo mundo faz questão de divulgar / RT suas boas obras pra receber a recompensa terrena da admiração dos homens, eu quero fazer escondida, pra só Deus ver. Pra então só Ele me recompensar, do jeito dEle, quando Ele quiser. Porque bons amigos mantém segredos.
Eu quero viver o amor de Deus fora da caixinha.


Se todo mundo ainda encara os cultos na igreja como um ritual, ou pior que isso, como um encontro social, eu quero andar como quem sabe que o véu foi rasgado e ir adorar a Deus com o meu melhor sorriso, celebrar a salvação, encher a boca do pão da Palavra e confessar de boca cheia que não tenho feito o suficiente para que meus irmãos não morram tanto de desnutrição. A pior desnutrição. A de amor.


Quero ser hoje melhor que ontem, melhor pra Deus e não melhor que meu irmão. Quero deixar o Espírito Santo me tornar sensível a ponto de enxergar a necessidade do meu próximo, e ajudá-lo ainda que ele não seja meu amigo íntimo.
Quando eu sentir vontade de chorar, além de deixar as lágrimas saírem sem culpa, também o farei com minhas palavras, sabendo que o meu Deus me entende, porque em Jesus Ele não veio ser crente. Veio ser humano.

A inspiração do Espírito vai tocar os meus cabelos junto com o vento, na fila do super mercado. Eu vou pegar uma caneta na bolsa e, mesmo sem entender tudo, vou anotar as palavras até então desconexas, no meu bloquinho amarelo. Junto com o troco vou sentir vontade de entregar pra atendente de caixa a minha anotação no papelzinho amarelo. Quando eu puxar o papel e ele se soltar da espiral, uma mágoa também vai se desprender de uma vez do coração da moça e naquela noite ela vai dormir sabendo que Jesus, criativo que só, ainda quer usar os tijolos pesados do seu passado, como degrau pra ela chegar mais rápido perto dEle.

No fim do dia, vou respirar fundo debaixo do chuveiro e sorrir. Vou sentir cada bolha no meu pé e dar uma gargalhada leve como inocência de criança. Vou deixar a água escorrer e fazer graça da casca graciosa que meu Pai emprestou pra alma morar. A condenação está indo pelo ralo e nos meus pulmões está entrando a alegria. Aquela que começa a nascer devagarzinho e cresce como um tornado. Aquela que só acontece quando consideramos a suficiência de Cristo.
Eu quero amar a Deus fora da caixinha e caminhar como quem acredita que Ele jamais, JAMAIS caberia ou se manifestaria de verdade dentro de caixas com dimensões programadas por alguém falível e pequeno como eu. Eu quero amar a Deus.


“Deus purificará a nossa consciência de obras mortas, pra servirmos ao Deus vivo!” Hb 9:14b

Pedro tu me amas??

“PEDRO, TU ME AMAS?”

Pedro havia negado Jesus três vezes...
No entanto, para Jesus, a questão daquela manhã de sol nascente das alturas na quieta praia de Tiberíades era apenas uma: “Tu me amas?”
Até na hora de lidar com a negação e com a traição, Jesus é completamente diferente de tudo e todos, e completamente coerente com Seu próprio Ser-Ensino. O Verbo se fez carne, por isso o Ser-Ensino de Jesus são um.

O que diriam as nossas lógicas de amor?
  • “Se ele amasse, jamais teria feito o que fez” — e, assim, se atribui impecabilidade ao amor humano.
  • “Ama, mas não tem raízes em si mesmo” — diria a sofisticação psicológica.
  • “É egoísta demais para amar” — diria uma voz moral piedosa e certa.
  • É cedo demais para perdoar você. O que fazes aqui entre os outros?” — diria o Mestre das Disciplinas.
  • “Nunca mais será a mesma coisa. Como poderei confiar em você outra vez?” — diria a razão mais humana e ressentida.
  • "Pode ser que ainda dê, um dia... quem sabe? Mas você terá que fazer um longo caminho de volta!” — diria um piedoso e quase esperançoso pastor de almas.
  • “Já que você insiste, verei do que você é feito. Colocarei um diretor espiritual para supervisionar você” — diria um ser crente na fabricação de caráter e de fidelidade.
  • “Sinto muito, Pedro, mas já não é possível. Você jogou fora a sua chance, embora eu o tenha advertido várias vezes” — diria a razão fria e justa.
  • “Você está perdoado, sem ressentimentos, vá em paz; pois não há mais clima para a gente prosseguir” — diria o melhor dos homens.
  • “Logo você, em quem tanto confiei! Como pode fazer isso? Explique-me suas razões” — diria o bondoso justo.
  • “Meu Deus! E pensar que amei tanto você. Eu sou um santo idiota mesmo!” — diria um Deus com alma de esposa ou de marido.

No entanto, Jesus apenas pergunta: “Tu me amas?”


E com isso Ele admite que o amor humano peca, trai, nega, se engana, enfraquece, pode ser egoísta, é capaz do impensável, é passível de repetir o mesmo erro, não apenas três vezes, mas até setenta vezes sete.
Jesus não estava buscando perfeição, mas apenas um amor que pudesse ser aperfeiçoado no próprio amor... no Caminho.“Tu me amas?” — pergunta Ele três vezes.

Ao que Pedro responde, dizendo, humilhadamente, um “sim” cheio de vergonha, e até se sentindo um sem caráter por ainda ter a coragem de confessar amor tendo negado.
Pedro diz “sim, sim, sim”... mas não o faz sem a angústia de quem não quer ser visto como cínico!
Pedro ama. Ama com amor que é dele, com o amor que lutava para ser amor no chão raso de sua alma. Mas era amor, e isso ele não podia negar. Ele admitia que negara Jesus, só não podia admitir que não amava Jesus.

Jesus sabe que às vezes se ama apesar de...
Jesus sabe que o único amor que ama sem nenhum apesar de... é o Seu próprio amor, de mais ninguém.
Jesus ama os nossos amores, apesar de... Pois Ele sabe que quem não ama apesar de... esse deve se oferecer para ser o Salvador dos homens.
“Tu me amas?”
Pedro não tem mais o que dizer. Provar amor? Meu Deus! Levaria o resto de sua vida, e teria que demonstrar isso não apenas com ações, nem com palavras apenas, e, se fosse o caso, deveria provar tal amor com dores de alma até a morte.
Pedro não tem meios de provar nada. Não tem o poder de reverter quadros e nem de apagar memórias. E também não suportaria ficar gemendo o resto da vida num canto de sua casa a fim de provar a Jesus que o amava apesar de...
Provar que se ama pode ser o inferno!
Pedro está perdido. Quem o ajudará? Quem testemunhará em seu favor? Quem terá garantias a oferecer em seu nome? Quem seria o fiador de seu fracassado amor?
A esperança de Pedro quanto a provar a Jesus que ele O amava era o próprio Jesus.
“Senhor, Tu sabes todas as coisas... e se as sabes, certamente Tu sabes que eu Te amo!”
Assim, Pedro não tem argumentos, nem explicações, nem mesmo se oferece para padecer como prova eterna de seu amor... no inferno do amor...
Pedro não quer o inferno do amor... ele quer ser salvo do inferno de sua alma pelo amor... e só Jesus poderia fazer isso, pois somente Jesus sabia o que existia no coração dele.
Assim, ele está tão certo de sua total incapacidade de vencer os fatos esmagadores com argumentos ou mesmo com penitências, que ele apenas recorre a uma certeza: Jesus conhece meu coração!
“Senhor, Tu sabes todas as coisas; Tu sabes que eu Te amo!”
Chega uma hora quando todos os argumentos cessam, quando não há explicações a serem dadas, quando toda fala é cinismo, quando todo gesto parece compensatório e auto-justificató rio, e quando toda e qualquer promessa de fidelidade e lealdade apenas cerram sobre a alma a porta da masmorra das infindáveis penitências.
Pedro amava, mas não queria que seu amor fosse sepultado vivo na morte!
A resposta de Jesus é de confiança!
Sim, Ele sabe que Pedro O ama apesar de Pedro, de seu egoísmo, de sua vacilação, de sua pusilanimidade, de seus ímpetos inconseqüentes, de suas coragens pouco resistentes, de seus vícios de fuga...
“Pastoreia as minhas ovelhas... os meus cordeirinhos. .. esse povo que me ama como tu... que ama e que trai... Tu, que agora sabes quem és, pastoreia nesse amor esses que são como tu mesmo”.
E conclui: “Agora, vem, e segue-me...”
Jesus não bota o amor de castigo, parado no ponto e na esquina da negação, frizado na vitrine do espetáculo da fraqueza, preso para sempre aos seus próprios pecados.
Jesus sabe que a cura para a traição e a fraqueza só acontece no Caminho, enquanto se O segue, e no chão da vida, onde o amor terá a chance de ser amor, e não negação.
Trai-se na vida; ama-se na Vida. Nega-se na vida; se é curado na Vida. Somente na vida o que é, é; e pode se manifestar!
Sem que seja assim o que resta é deixar Pedro em Tiberíades para sempre, envolto nas malhas de suas angústias, pescando os peixes que fogem dele, existindo numa seqüência de dias que já lhe são o próprio inferno.
Nossa salvação é uma só: O Senhor sabe todas as coisas, e quem sabe que ama apesar de... não tem outra chance se não confiar no que Jesus sabe em nós e acerca de nós, pois se o que há em nós é verdade, Ele em nós aproveitará toda verdade de amor para o nosso próprio bem.
Confie. Ele conhece você!

Caio


Fonte: http://www.caiofabi o.net/2009/ conteudo. asp?codigo= 02771&format=si

Caminhar, que coisinha difícil...


Refletindo sobre a seguinte cena:
Uma criança começando a andar, a pouco tempo ela deixou de engatinhar e agora tenta dar os primeiros passos...

-Poxa! Como eles são difícieis, aqueles adultos parecem fazer isso tão facilmente, mas eu não consigo.. me falta equilíbrio, forças, direção..
Quando acredito que to conseguindo me distraio aí pronto... "bumbum" no chão...
Será que nunca vou conseguir?? A queda dessa vez doeu bastante, acho que vou desistir, isso só machuca, machuca, machuca.. melhor continuar engatinhando, um dia eu chego lá também.
Só vou demorar mais, e me sujar, talvez até me arranhar também. Talvez eu nao consiga chegar a todo canto engatinhando...
E agora?? Mas tem que ser andando?? Esses adultos não imaginam o quanto isso é difícil pra mim. Acho que não fui feito pra isso. Acho não, tenho certeza, não pode ser que uma coisa tão simples pra eles eu não consiga fazer.. é descobri, o problema está comigo.

Isso lhe soa familiar?? Tá rindo do drama da criança?? Mas você já prestou atenção no rostinho delas de assustadas e algumas veses frustradas nessa hora?
Eu andei prestando e me vi nelas. Como?? Pense comigo..

Na nossa caminhada Cristã, quando entendemos que algumas coisas devem ser feitas e outras deixadas de fazer. Quando olhamos Cristãos que já alcansaram esse aperfeiçoamento nesta área e olhamos pra nós mesmos, quando tentamos e logo no começo desequilibramos e caímos...
Poxa, pra eles parecem tão fácil né? Ninguém imagina o quanto é difícil pra nós, e quando essa queda dói... ai que vontade de desistir...
Mas vamos além da mente da criança agora, já prestou atenção ao redor dela?? Quantas pessoas queridas e que a ama está ali torcendo por ela e pronta para ajudá-la, confortá-la e levantá-la a cada nova queda?
O Pai sabe que iremos conseguir, é uma questão de tempo, de treino, de eforço, a cada novo passo uma nova vitória, um novo sorriso... "Esse é meu garoto!"
E ainda que não haja pais humanos, o Senhor não se compara a eles (Sl 27:10), há um Deus no céu que tem prazer em cada pequeno passo que tentamos dar, as crianças maiores podem até zombar de nós por não conseguimos, ou nem prestar atenção pois acha a coisa mais banal, já se consideram em outro nível (mal sabe elas que cada um tem uma área da sua vida que ainda está engatinhando)...

Não se importe, não desista, deixe de olhar para a queda, para suas pernas, para as dificuldades.. Olhe pro objetivo, o deseje, busque-o, caminhe, vamos lá.. um passo de cada vez.
Quando cair olhe pra cima, veja o sorrizo dele e sua mão estendida pronta a te levantar pra recomeçar, não precisa ter medo, Ele sabe que você está dando o seu melhor (SE você está dando Ele sabe)...

Pronto pra tentar novamente?? Treinando assim é uma questão de tempo hein?? e não só de caminhada mas de carreira, mas calma, uma coisa de cada vez, quando a caminhada estiver firma aí sim você pode pensar em correr... logo, logo você chegará ao destino.

Estou torcendo por vc. ;)
Fique com Deus!

Jaqueline Graziela

Quem não é achado pela graça... acaba caçando Deus

"E então vinha o homem, ao entardecer, na viração do dia, remexendo entre arbustos e galhos de árvores maiores, quando de repente sua presa deu-se por vencida. "Te peguei, Deus! ... que coisa feia... fugindo de mim?"
Sei que todos nós sabemos que não foi assim, mas é a cena que vem à minha mente quando ouço falar no termo “caçador” de Deus. Um Deus acuado, sem ter pra onde correr senão para os braços daquele que lhe “acolherá”. Papéis invertidos? Lógico! Palavra deturpada? Sem dúvida alguma.

O homem sempre esteve em busca de Deus, sempre “caçou” Deus... e todas as tentativas dessa perseguição do elemento divino terminaram inexoravelmente em RELIGIÃO. A religião é isso: o homem em busca de Deus, uma busca desesperada, pelos seus próprios esforços, sacrifícios, na tentativa de prender esse mesmo Deus ao seu sistema de ritos, doutrinas e convenções humanas. A religião é, portanto, inerente ao ser humano.

O vazio existencial, o buraco negro da alma em busca de algo que o possa preencher, tudo isso clama pela religiosidade. E ela então chega, como se fosse a salvação para o homem. O homem então se entrega na sua busca de Deus, fazendo dele a caça, o alvo a ser alcançado, atingido... para depois de preso, estar sujeito aos seus caprichos e deleites.

Ordens dadas a Deus, decretos em que Deus nada mais é do que um serviçal, orações que comandam o braço de Deus, palavras mágicas que “liberam” o poder de Deus, isso tudo fica bem na boca dos bruxos e magos da religião, tenham eles os títulos de bruxos, mestres, pastores, bispos ou apóstolos. Bruxaria sempre será bruxaria venha de onde vier, principalmente dos mandatários da religião.

A bruxaria evangélica não é diferente. Parte da presunção de alguns em, com palavras mágicas (abracadabras evangélicos), manipularem o braço de Deus. Deus então, segundo essa “tiologia”, se vê obrigado a fazer o que os seus “profetas” ordenam. Deus está preso! Deus está enclausurado! Deus foi caçado! Deus está morto! Nietzsche parece ter razão. Deus está morto! Nós o matamos!

Porém, há algo novo, sempre novo. Chama-se Evangelho. E evangelho é algo totalmente diferente de religião. Religião escraviza, evangelho é boa-nova de libertação... é boa!! E é nova!!! Sempre nova... sempre renovando!

O Evangelho acontece ao contrário, na contra-mão da religião. Na viração da tarde, na ausência de cor para a continuação do dia é Deus quem toma a iniciativa. “Adão... onde estás?”. Isso é evangelho, isso é graça!! O homem pecou... Adão pecou... eu pequei em Adão... mas Deus.... e esse “mas” faz toda a diferença. Esse “mas” é a diferença entre a religião e o evangelho da graça. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados, MAS DEUS... e isso muda a história.

A iniciativa da caça é dele! E não é uma caça para exterminar o objeto caçado. Somos alvo do AMOR de Deus. Essa caça é que nos traz vida! Somos caçados para a vida, e não para a morte. A salvação foi, é, e sempre será iniciativa de Deus.

A cruz ressoa desde a eternidade... sobre a manjedoura de Belém já pairava a sombra de uma cruz, a cruz preparada desde a eternidade e sobre ela o cordeiro imolado por nós desde a fundação do mundo. Isso é graça! Eu não mereço... eu não busco, eu não caço Deus. Ele me ama... me busca... me encontra.... me abre os braços... eu só descanso nEle... e a obra é ELE quem faz e continua fazendo até o dia dEle mesmo.

Fui seduzido... deixei-me seduzir! Fui preso na sua graça! Fui enclausurado em sua liberdade, não tenho como deixar de ser livre! Fui caçado na viração do dia. Morri! Ele vive em mim! Deus está vivo! A Bíblia tem sempre razão! O meu Redentor vive... e por fim se levantará sobre a Terra. Pra quê religião se tenho o evangelho da graça? "

Por José Barbosa Junior

Estudante de Teologia no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil


www.crerepensar.com.br






Perdão

Luiz Arcanjo

"Perdão é a canção do amor,
Perdoar é se libertar, é quebrar correntes de alguem,
É deixar o outro levantar.
É abrir mão de toda razão,
Nunca usar o trunfo que se tem,
Não negar socorro ao seu algós, dar a outra face ir mais alem...

Se setenta vezes precisar,
Vezes sete se preciso for,
Perde a conta os que queren a paz,
Quem perdoa rega a flor do amor do amor...

Perdão sara feria da desilusão
Ascende a luz do breu na escuridão,
Lava a alma de quem não quer mais a magoa.
Perdão, só pode dar quem já cresceu
Tem mais razão o que perdoa,
Melhor é dar perdão a aquele que perdeu

Perdão muda as estações,
No inverno reacende a cor.
O perdão é o trofeu do heroi que venceu o monstro da dor.
Só usando as armas do amor
Resurgiu do fundo do pó.
E calou a voz do seu eu, se humilhou e fez-se bem maior..

Se setenta vezes precisar
Vezes sete se preciso for
Perde a conta os que queren a paz
Quem perdoa rega a flor do amor do amor

Perdão sara feria da desilusão
Ascende a luz do breu na escuridão ,
Lava a alma de quem não quer mais a magoa
Perdão , só pode dar quem já cresceu
Tem mais razão o que perdoa
Melhor é dar perdão a aquele que perdeu"


Precisava escrever essa letra.. é a descrição perfeita do Perdão...
É o inexplicável, é a lucura pro mundo, e a razão maior de Cristo ter vindo a terra.
Não se dá a quem merece, não precisa de motivos, não há justificativa...
Apenas escolhe-se... Libera-se e liberta-o!!!
É uma questão de maturidade, é uma questão de tomar a sua cruz!
Chega de justificativas Ele tinha todas.. mas Ele tomou a iniciativa sendo o punico prejudicado...
Seja Cristão!!

O véu foi rasgado!!!


"E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; " MT 27:51

Vc já se deu conta da importância dessa ação??

Muitos de nós achamos que é uma simples consequencia do poder da morte de Jesus, assim talvez como a terra tremeu um dos outros impactos foi o véu ter se rasgado.

Isso é Triste.. é triste não reconhecer a importância dessa ação.
O véu era usado no templo no antigo testamento, ele era a Separação entre Deus e os homens comuns, onde só era permitida a entrada do Sacerdote uma vez por ano e depois de um ritual de purificação.. O povo de Israel não era digno de se achegar a presença de Deus, de entrar no santo dos santos. (Lv 16)
Ele ter se rasgado de cima à baixo tem um significado todo especial. Quer dizer que o Senhor tomou a iniciativa de acabar com a separação entre nós e Ele.
Foi quando Jesus se entregou a morte que o véu foi rasgado, foi qd Ele nos resgatou que nos deu livre acesso.
Mas o que você tem feito com esse LIVRE ACESSO?
Ter o acesso não quer dizer fazer parte de uma festa, você pode receber o convite, mas só vai desfrutar dela se encaminhar-se até o local.. aí poderá ficar na porta, ou entrar e ceiar com o dono, afinal você tem o convite.
O mesmo foi feito com o Véu rasgado, o Dono da festa já te deu o convite.. mas quanto de nós temos negligenciados, nos contentados a mostrar o convite aos que nem tem, ou apenas a ficar olhando da porta os que desfrutam da mesa.
A se o povo de Israel tivesse a oortunidade que temos, quantos queriam ter.
Mas Ele deu a nós, pra ter LIBERDADE, a cada momento, a qualquer hora do dia...
Mas nos distraímos com os nossos afazeres e estamos ocupados demais para chegar até lá, afinal Ele nos deu a vida e temos que cuidar dela também..
Ela é tão importante né? São tantos afazeres, trabalho, estudo, família, namoro, amigos, igreja... Deus conhece, Ele sabe!!
Mas se não tivéssemos a necessidade de participar dessa festa o convite dela não teria sido pago, pois ele foi MUITO CARO!!!
Então fique a vontade, a escolha é sua, ninguém lhe obrigará, mas eu garanto a você que um convite tão precioso garante uma festa COMPLETA, na qual você estará na presença do REI dos REIS, e na qual não sentirá falta de qualquer outra coisa!!
Entre, fique à vontade!!
Jaqueline Graziela